Comércio no Mercosul

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O atual Governo tem tido grande sucesso no comércio internacional. Estamos nos aproximando rapidamente dos R$ 100 Bilhões que são nosso objetivo há muito tempo. Ao mesmo tempo que atingimos este significativo progresso,vemos também, surgirem novos obstáculos a serem superados em decorrência da progressiva concorrência e de reações daqueles ,que vêem uma parte de seus mercados cativos serem conquistados pelas exportações brasileiras. Para este progresso concorreram várias forças. O nosso empresariado, sobretudo, continua demonstrando sua competência e seriedade na conquista destes mercados dificílimos, contornando o grande emaranhado de tributos, regras,controles de alfândegas, problemas logísticos, regras de câmbio, crédito bancário, protecionismos dos mais variados modos na busca destes acréscimos.

Também é saudável lembrar, para reconhecer ainda mais o valoroso trabalho de nossos exportadores, que as receitas obtidas pela venda de nossos produtos no exterior são as únicas que realmente nos pertencem. Todos os movimentos de capitais que para cá vem, representam direitos futuros de regressos acompanhados das remunerações que o nosso mercado ofereceu. Junto ao movimento de recursos também temos os empregos que são criados pelas exportações e que são, hoje, um dos principais anseios de nossos trabalhadores.

O Governo tem dado todo apoio ao seu alcance a atividade exportadora. Tivemos um número significativo de missões ao Exterior lideradas pelo Presidente da República e seus Ministros que bem indicam o interesse e suporte. A estabilidade de nossa economia obtida pela criação de nossa moeda, o REAL. que agora completa 10 anos, também foi de fundamental importância ao tirar da atividade econômica o quase incontrolável risco da inflação que nos acompanhou por décadas.

Neste momento vemos, novamente, surgirem dificuldades nas negociações no âmbito de MERCOSUL e as primeiras notícias de que existem intenções por parte Governo de alterar as normas cambiais de nosso mercado.Este é o processo normal no comércio internacional: os interesses de países precisam ser entendidos.

Sabemos que as normas vigentes para a movimentação de moedas datam dos anos 60 e durante um bom período de tempo foram de grande valia para fazer com que as necessidades do nosso país de “retardar o pagamento das importações e antecipar o ingresso das divisas, que seriam geradas após a cobrança das exportações”fossem atingidas. Hoje, entretanto, a divisa como objetivo único das exportações foi suplantado pela importância dos empregos gerados na atividade, a eficiência dos processos e o aproveitamento dos setores competitivos como nossa agricultura e pecuária tem comprovado a cada exercício.

Precisamos ràpidamente reconhecer o estágio atual de competência, seriedade, eficiência e agressividade de nossos empresários exportadores e dar a êles a liberdade que os regulamentos antigos ainda limitam.

A intenção de online casino permitir uma modernização das regras de controle de Câmbio e a existência do MERCOSUL podem nos oferecer um exercício de rara oportunidade. Todos os integrantes do nosso mercado regional são economias ainda em processo de maturação e altamente interdependentes, saindo de crises de inflação e das conseqüências das dívidas internacionais que ainda causam preocupações em grau diferenciado em alguns membros do MERCOSUL e em outros vizinhos de forma mais acentuada.Vimos recentemente a iniciativa do Pres. da República, em solenidade Internacional perdoando dívidas de paises pobres ou sem condições se liquidar seus passivos.Este, por si só é um sinal do quanto as distâncias de desenvolvimento de nosso continente nos separam e nos tornam interdependentes.

As atuais regras de Câmbio obrigam que o comércio internacional de nosso país seja feito em moedas estrangeiras constantes de uma lista positiva emitida pelo BANCO CENTRAL DO BRASIL onde O REAL não consta como instrumento de medição de valor para os produtos que desejamos compra ou vender no mercado internacional.

Sugiro que o comércio no âmbito do MERCOSUL, ou até em todo continente sulamericano seja feito, alternativamente, por aqueles que assim desejarem, nas moedas da região. Este seria o COMÉRCIO HIDRAMÁTICO = SEM CÂMBIO. Empresários poderiam realizar o seu comércio, com auxílio dos intermediários pagadores e recebedores nas moedas de seus países , passando a não mais depender de terceiras moedas para realizar suas transações, como os comerciantes e industriais, que no Brasil produzem bens no Rio Grande do Sul e vendem no Amazonas e cobram seus direitos pela emissão de títulos cobrados por Bancos , ou os da Argentina que produzem bens em Buenos Aires ou Corrientes e vendem na Patagônia cobrando seus direitos na moeda local com auxílio de seus intermediários financeiros.

Os produtores/comerciantes no mundo todo sempre liquidaram suas transações tendo em conta os riscos de crédito e liquidez de seus clientes. Hoje, com o advento de meios de comunicação revolucionários , acompanhados da redução de valores unitários de comércio pelo aperfeiçoamento dos transportes e meios de logística de atendimento de clientes, as pequenas transações tornaram o seu controle antecipado via alfândegas e órgãos de licenciamento prévio um ônus desnecessário, com custo superior à receita obtida.

Os técnicos do Governo, de grande competência, integrantes dos órgãos que interferem no Comércio Internacional, que durante os períodos difíceis que ultrapassamos conseguiram auxiliar todos os participantes do sistema de produção e comércio internacional , hoje poderão liderar o CHOQUE DE LIBERDADE para o comércio regional, examinando a realidade estatística e permitindo uma economia significativa em todos níveis de atuação nesta importante atividade. As economias de recursos para todos os integrantes do processo de exportar e importar certamente aumentaria nossa competitividade e nos auxiliaria a suplantar o nosso objetivo de R$ 100 bilhões de exportações e ajudaria muito na criação de empregos que todos tanto desejamos.

Teríamos ainda o crescimento da noção da liquidez internacional da nossa moeda e poderíamos concluir que o nosso REAL está se tornando progressivamente uma moeda CONVERSÍVEL.